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INCC acumulado em 12 meses: 6,61% até setembro de 2026

O INCC acumulado em 12 meses soma a variação mensal do Índice Nacional de Custo da Construção, calculado pela FGV IBRE, nos últimos doze meses. Em setembro de 2026, o INCC-M acumulou 6,61% em 12 meses, segundo a FGV. O índice corrige o saldo devedor de imóveis comprados na planta durante a obra, por isso o acumulado indica quanto as parcelas e o saldo das chaves subiram no período.

Por Equipe Litoral na Planta · Publicado em 4 de outubro de 2026 · 7 min de leitura

Mãos de pedreiro com luvas assentando um bloco cerâmico sobre argamassa fresca em uma obra
Imagem ilustrativa gerada por IA

Mês de referência desta edição: INCC-M de setembro de 2026, divulgado pela FGV em 25 de setembro. O próximo número sai em 27 de outubro.

O INCC acumulado em 12 meses em setembro de 2026

O INCC-M subiu 0,25% em setembro de 2026 e acumulou 6,61% em 12 meses, segundo a divulgação do FGV IBRE. É uma desaceleração em relação a setembro de 2025, quando o acumulado estava em 7,07%. Para quem compra na planta, esse é o ritmo em que o saldo devedor foi corrigido no último ano.

A tabela abaixo reproduz a série publicada pela FGV na página do INCC-M de 2026.

MêsVariação no mêsAcumulado em 12 meses
set/260,25%6,61%
ago/260,85%6,56%
jul/260,62%6,40%
jun/260,85%6,71%
mai/260,77%6,82%
abr/261,04%6,28%
mar/260,36%5,81%
fev/260,34%5,83%
jan/260,63%6,01%
dez/250,21%6,10%
nov/250,28%6,41%
out/250,21%6,58%
set/250,21%7,07%

Multiplicando as taxas mensais de janeiro a setembro, o INCC-M acumula 5,85% em 2026. Essa conta é nossa, feita com os números da FGV.

Na mesma tabela, o acumulado em 12 meses oscilou entre 5,81% (março de 2026) e 6,82% (maio de 2026). A taxa mensal mais alta da série foi a de abril de 2026, com 1,04%. Um único mês forte muda o acumulado por um ano inteiro, até sair da janela.

O que puxou o índice

A mão de obra explica boa parte da oscilação recente. Pela FGV, ela subiu 1,56% em agosto e 0,37% em setembro de 2026. O grupo de materiais, equipamentos e serviços variou 0,33% em agosto e 0,17% em setembro.

O INCC-DI

O INCC-DI usa a mesma metodologia e muda só o período de coleta.

Pela série 192 do Banco Central, que reproduz o índice da FGV, o INCC-DI subiu 0,66% em agosto de 2026. Multiplicando as taxas de setembro de 2025 a agosto de 2026, o acumulado em 12 meses fica em 6,61%, e o de janeiro a agosto, em 5,60% (conta nossa).

O INCC-DI de setembro sai junto com o IGP-DI em 7 de outubro de 2026, segundo o calendário da FGV.

INCC-M, INCC-DI e IPCA lado a lado

A página do INCC no FGV IBRE descreve os períodos de coleta. O INCC-M pesquisa preços entre o dia 21 do mês anterior e o dia 20 do mês de referência. O INCC-DI pesquisa do primeiro ao último dia do mês. Os dois cobrem sete capitais: Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

Florianópolis e as cidades do litoral catarinense não entram na amostra. O índice mede o custo nacional da construção, e não o custo de uma obra em Porto Belo ou Itapema. Na prática, ele funciona como uma régua comum para os contratos do país inteiro, inclusive os do litoral norte de Santa Catarina.

Na comparação com a inflação ao consumidor, o mês de referência precisa ser o mesmo. Até agosto de 2026:

Índice (12 meses até agosto de 2026)AcumuladoFonte
INCC-M6,56%FGV
INCC-DI6,61% (conta nossa)FGV, via Banco Central
IPCA4,22%IBGE

O IPCA caiu 0,32% em agosto de 2026 e acumulou 3,11% no ano, segundo a tabela 1737 do IBGE. Na janela de 12 meses, o custo da construção subiu mais que a inflação ao consumidor. Por isso o saldo de quem compra na planta cresceu acima da inflação geral.

Não existe projeção oficial para o INCC. O Focus do Banco Central coleta expectativas para IPCA, IGP-M, câmbio, Selic e PIB, mas não para o INCC. Este post não faz projeção.

Quanto o INCC acumulado pesa na parcela

O INCC corrige o saldo devedor todo mês, e não uma vez por ano. O acumulado em 12 meses é só uma forma de resumir essa sequência de correções mensais em um número fácil de comparar. As parcelas seguintes são recalculadas sobre o saldo corrigido. O detalhe do mecanismo está no guia sobre o INCC no apartamento na planta.

Simulação com números redondos e hipotéticos: saldo devedor de R$ 500 mil corrigido pelo INCC-M acumulado de 6,61% em 12 meses, sem considerar as parcelas pagas no período. O saldo passaria a R$ 533.050, R$ 33.050 a mais. Uma mensal de R$ 3 mil corrigida pelo mesmo acumulado passaria a R$ 3.198,30.

Na prática, o efeito é um pouco menor, porque cada parcela paga reduz o saldo que será corrigido no mês seguinte. Mesmo assim, em uma obra de três anos, a correção acumulada chega às chaves com peso. A leitura completa da tabela, com entrada, mensais, reforços e saldo, está no post sobre o fluxo de pagamento na planta.

Dois pontos de contrato mudam a conta. O primeiro é a versão do índice: INCC-M ou INCC-DI, com a defasagem de cada um.

O segundo é o que acontece depois da entrega, quando o INCC sai e entram outro índice e, em geral, juros. Se o banco liberar recursos durante a obra, há também os juros de obra, que correm em paralelo.

Como calcular o acumulado de qualquer período

O acumulado não é a soma simples das taxas. Cada mês incide sobre o valor já corrigido do mês anterior, então as taxas se multiplicam. A conta é: transforme cada taxa em fator (0,25% vira 1,0025), multiplique os fatores do período e subtraia 1 do resultado.

Exemplo com as taxas oficiais da FGV de julho, agosto e setembro de 2026 (0,62%, 0,85% e 0,25%): 1,0062 × 1,0085 × 1,0025 = 1,01729. O INCC-M acumulou 1,73% no trimestre. Somar as três taxas daria 1,72%, diferença pequena em três meses e maior em períodos longos.

Para saber quanto o seu saldo foi corrigido desde a assinatura, use o mês de início que o contrato define. O contrato pode aplicar o índice com defasagem de um ou dois meses, para que o número já esteja publicado na data do boleto. Essa regra fica no quadro-resumo.

Onde conferir o índice todo mês

A fonte primária é a FGV: a página do INCC-M de 2026 traz a taxa do mês, o acumulado e o calendário.

O Banco Central reproduz a série do INCC-DI no seu sistema de séries temporais. Sites de terceiros copiam esses números, às vezes com atraso. Este post é atualizado a cada divulgação, com o mês de referência no topo.

O número do mês serve para refazer o seu plano

Quem compra na planta costuma olhar a tabela do dia da assinatura e esquecer que o saldo anda sozinho todo mês. Com o acumulado à mão, dá para trocar a surpresa por uma conta.

Três hábitos ajudam:

  1. Confira no contrato qual versão do INCC corrige o seu saldo e a partir de quando.
  2. Use o acumulado em 12 meses como premissa conservadora para estimar o saldo das chaves.
  3. Refaça a conta a cada divulgação e ajuste a reserva para a entrega.

Um passo prático para esta semana: pegue o último boleto ou extrato da incorporadora, veja o saldo atual e aplique o acumulado do quadro acima para enxergar a ordem de grandeza da correção.

Se estiver avaliando um lançamento, a consultoria online mostra a tabela vigente já com essa premissa; quem estiver no litoral pode marcar uma visita ao decorado e conferir a obra.

Índice de correção é parte do preço: quem acompanha todo mês negocia melhor.

Faça a contaCalculadora INCC das parcelas na plantaINCC-M em 12 meses: 6,61% (FGV, setembro de 2026)Abrir a calculadoraFaça a contaImóvel na planta ou renda fixa: compare o mesmo dinheiroCDI: 13,65% ao ano (Banco Central, 01/10/2026)Abrir a calculadora

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O especialista apresenta tabela, condições e obra por videochamada ou no decorado.

Perguntas frequentes

Qual é o INCC acumulado em 12 meses?

Segundo a FGV IBRE, o INCC-M acumulou 6,61% nos 12 meses encerrados em setembro de 2026, com alta de 0,25% no mês. Em setembro de 2025, o acumulado era de 7,07%. O INCC-DI, outra versão do índice, tem dado divulgado até agosto de 2026 e acumula 6,61% em 12 meses, pela conta com as taxas mensais da FGV. A próxima divulgação do INCC-M sai em 27 de outubro.

Qual é maior, IPCA ou INCC?

Nos 12 meses até agosto de 2026, o INCC foi maior. O INCC-M acumulou 6,56% no período, segundo a FGV, e o IPCA acumulou 4,22%, segundo o IBGE. Isso varia de um ano para outro: o INCC acompanha materiais e mão de obra da construção, e o IPCA acompanha o consumo das famílias. Para quem compra na planta, o que pesa é o índice escrito no contrato.

Qual a diferença entre INCC-M e INCC-DI?

Os dois são calculados pela FGV com a mesma metodologia e mudam só no período de coleta. O INCC-M pesquisa preços entre o dia 21 do mês anterior e o dia 20 do mês de referência. O INCC-DI pesquisa do primeiro ao último dia do mês de referência e sai no começo do mês seguinte. O contrato diz qual dos dois corrige o seu saldo.

Qual a projeção do INCC para 2026?

Não existe projeção oficial do INCC. O Boletim Focus do Banco Central coleta expectativas para IPCA, IGP-M, câmbio, Selic e PIB, mas não para o INCC. Projeções de consultorias e bancos existem, porém não são públicas de forma padronizada. Para planejar, use uma premissa conservadora, perto do acumulado recente, e refaça a conta quando sair um número novo.

Qual a diferença entre INCC e CUB?

O INCC é um índice nacional da FGV que mede a variação do custo da construção residencial em sete capitais. O CUB é o custo unitário por metro quadrado que os sindicatos estaduais da construção divulgam todo mês, por obrigação do artigo 54 da Lei 4.591/1964. Contratos de compra na planta costumam usar o INCC; o CUB aparece mais em orçamento de obra e em contratos a preço de custo.

Fontes

  1. FGV, INCC-M: 2026 (tabela mensal, acumulado em 12 meses e calendário de divulgação) (2026-09-25), consultada em 4 de outubro de 2026.
  2. FGV IBRE, INCC-M sobe 0,25% em setembro (2026-09-25), consultada em 4 de outubro de 2026.
  3. FGV IBRE, Índice Nacional de Custo da Construção (metodologia e períodos de coleta) (2026-10-04), consultada em 4 de outubro de 2026.
  4. Banco Central, SGS série 192, INCC-DI (fonte FGV), variação mensal (2026-09-08), consultada em 4 de outubro de 2026.
  5. FGV, IGP-DI: 2026 (calendário de divulgação) (2026-10-04), consultada em 4 de outubro de 2026.
  6. IBGE, SIDRA tabela 1737, IPCA de agosto de 2026 (2026-09-10), consultada em 4 de outubro de 2026.
  7. Banco Central, Sistema de Expectativas de Mercado (indicadores do Focus) (2026-10-04), consultada em 4 de outubro de 2026.
  8. Lei 4.591, de 16 de dezembro de 1964, art. 54 (custos unitários de construção) (1964-12-16), consultada em 4 de outubro de 2026.

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